Modelos de contratação flexível e as novidades de 2026
O ano de 2025 encerrou com taxas de desemprego extremamente baixas (cerca de 5,6%), e recorde de vínculos formais.
Esta alta dos vínculos formais não significa que todos seguem o regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).
Apesar de este ser o principal modelo de contratação do Brasil, muitos outros foram ganhando espaço, como PJs, por exemplo.
Isso se dá, principalmente, porque as tendências mudaram, com cada vez mais profissionais buscando autonomia, mobilidade e múltiplas formas de gerar receita.
Aceitar que modelos de contratação flexíveis são a nova realidade é o que permite que empresas gerenciem talentos e não os percam, e isso vai desde o tipo de vínculo até o modelo de trabalho (híbrido, presencial, remoto).
Neste artigo, mostraremos os modelos de contratação que estão em alta, o que candidatos estão priorizando e mais. Acompanhe a seguir.
A consolidação da flexibilidade como estratégia empresarial
Antigamente, quando se falava em modelo de contratação flexível, a única associação feita era a com terceirizados em períodos de festas, como no Natal, por exemplo.
Hoje em dia, esta flexibilidade deixou de ser apenas emergencial para se tornar essencial no planejamento estratégico das empresas.
Equipes fixas passam a dar lugar para equipes modulares, montadas conforme a demanda.
Além disso, departamentos passaram a ter um núcleo interno reduzido, com especialistas externos sendo acionados pontualmente.
Isso não só atrai mais talentos, já que a nova geração se acostumou com o “Job Hopping”, como também gera economia em passivos trabalhistas, com mais possibilidades de modelos contratuais disponíveis.
A consolidação do híbrido e o "anywhere office"
Desde a pandemia, vimos uma alta dos modelos completamente remotos, porém, este fluxo migrou para uma corrente de trabalho híbrido.
Este modelo de contratação se tornou o preferido, tanto por colaboradores quanto por empresas.
Isso se dá, principalmente, porque é o equilíbrio perfeito entre cultura organizacional e autonomia.
Apesar desta crescente do modelo híbrido, o 100% remoto ainda é muito presente, especialmente pelo conceito do “anywhere office”.
Isso significa que é possível admitir talentos de qualquer lugar do mundo, quebrando as barreiras geográficas. Assim, é possível ter um leque maior de opções.
Com o mercado tão aquecido e com empresas lutando cada vez mais para reter seus talentos, este modelo se torna extremamente eficiente.
Pelo ponto de vista dos colaboradores, o retorno 100% presencial ainda é amplamente rejeitado , o que pode aumentar o turnover voluntário se não houver políticas claras de flexibilidade.
Trabalho intermitente e a digitalização da convocação
Em 2017, tivemos a chegada de um novo modelo de contratação, chamado de trabalho intermitente.
Neste formato, previsto na CLT, a prestação de serviço não é contínua, intercalando entre períodos de atividade e inatividade, que podem durar horas, dias e até meses.
Este é considerado o auge da flexibilidade, tanto para colaboradores quanto para organizações.
Em 2026, podemos ver o crescimento do trabalho intermitente remoto, ideal para demandas pontuais de TI e consultoria, desde que haja controle de jornada e contratos claros.
PJ e executivos fracionados: flexibilidade para seniores
Os candidatos do mercado de trabalho hoje em dia estão em busca de dois pontos principais: acúmulo de receita e autonomia.
Com isso, surgiu um aumento na procura de cargos PJ (Pessoa Jurídica), onde o profissional não tem vínculo empregatício com a organização, apenas presta seus serviços.
Com isso, as empresas não arcam com muitos encargos trabalhistas, e o colaborador consegue esta autonomia de trabalhar de onde e quando quiser, e de prestar seus serviços para mais empresas.
Por parte dos contratantes, é essencial ter em mente que este modelo não prevê vínculo e, caso sejam apresentadas provas que comprovam a existência de relação (horários, exigência do presencial, entre outros), a empresa pode sofrer processos jurídicos.
O modelo PJ é muito adotado por profissionais especialistas em assuntos muito nichados, possibilitando que eles atuem em mais de uma empresa.
Critérios estratégicos para escolher o formato ideal
Por existirem diversos modelos de contratação hoje em dia, com sua grande maioria priorizando a flexibilidade, é preciso entender como escolher o melhor.
Esta análise deve partir tanto da empresa quanto do candidato, levando alguns pontos em consideração, como:
Critérios para empresas
Previsibilidade de demanda: avaliar se a atividade é contínua ou varia conforme sazonalidade e projetos específicos.
Impacto financeiro: comparar custo fixo de vínculo tradicional com custo variável de contratos flexíveis.
Nível de especialização exigido: identificar se a função demanda conhecimento técnico pontual ou atuação permanente.
Risco jurídico: analisar possibilidade de caracterização de vínculo empregatício e necessidade de contratos bem estruturados.
Velocidade de execução: considerar se o negócio precisa de agilidade para montar e desmontar equipes rapidamente.
Planejamento de crescimento: verificar se o modelo escolhido sustenta expansão futura sem comprometer margem ou estrutura.
Critérios para profissionais
Estabilidade financeira: avaliar capacidade de lidar com variações de receita ao optar por contratos flexíveis.
Perfil de autonomia: considerar nível de disciplina e organização para atuar sem supervisão direta.
Objetivos de carreira: identificar se busca especialização profunda ou diversificação de projetos e experiências.
Capacidade de prospecção: medir habilidade de captar novos contratos e manter fluxo contínuo de trabalho.
Gestão tributária e previdenciária: planejar recolhimentos, benefícios e proteção de longo prazo.
Posicionamento de mercado: construir portfólio e reputação baseados em resultados mensuráveis.
O novo padrão das relações de trabalho já começou
A realidade para 2026 é de cada vez mais flexibilidade no modelo de contratação, tanto pelo tipo de vínculo quanto pela modalidade de trabalho (híbrido ou presencial).
Isso se dá porque os maiores talentos do mercado estão em busca de maior autonomia e mais formas de acumular renda.
Com taxas de desemprego extremamente baixas, é essencial que sua empresa se adapte ao novo presente, e para isso, é preciso contar com um RH bem estruturado.
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FAQ
1. Quais são os principais modelos de contratação flexível em 2026?
Os formatos mais utilizados são contratação PJ, trabalho intermitente, contratos por projeto, temporários estratégicos e modelos híbridos ou 100% remotos.
2. O modelo PJ pode gerar risco trabalhista?
Sim. Caso haja subordinação, controle de jornada e exigência de presencialidade, pode haver reconhecimento de vínculo empregatício.
3. O trabalho híbrido ainda é tendência?
Sim. O modelo híbrido se consolidou como preferência de empresas e profissionais por equilibrar cultura organizacional e autonomia.
4. Quando vale a pena optar por contratação flexível?
É indicado quando há demanda sazonal, projetos específicos, necessidade de especialistas ou busca por redução de custos fixos.
5. Como escolher o modelo de contratação ideal?
A decisão deve considerar previsibilidade de demanda, impacto financeiro, riscos jurídicos e objetivos estratégicos da empresa e do profissional.
